História

HISTÓRICO CIA DE TEATRO VANGUARDA

Como foi sua formação?

Tudo começou entre amigos da primeira fase do curso de Licenciatura em Educação Artística/Artes Cênicas, da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, todos ansiosos para atuar, desejo cada vez mais aguçado com as aulas de Improvisação e Interpretação.
Um dia, os alunos de Cênicas estavam em uma aula de atividades culturais fora de sala, conversando que gostariam de fazer algo prático, mas que fosse diferente das aulas práticas como as de Interpretação e Improvisação, onde trabalhavam exercícios de jogos teatrais e princípios de jogo do ator.
Neste mesmo dia, Sérgio Murilo Machado, também aluno de Cênicas e professor de literatura e gramática em vários cursinhos pré-vestibulares, dentre eles o Lavoisier, apresentou aos seus colegas a idéia e a vontade de montar uma peça. Essa peça era exatamente o que os alunos desejavam: seria sobre os dez livros indicados para o vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, com patrocínio do Lavoisier.
Já tínhamos uma idéia, a vontade... agora, quem seriam os atores, quem faria a iluminação, o figurino, quais seriam as cenas dos livros???
Sérgio convidou os alunos de Artes Cênicas e dos cursinhos onde ministrava suas aulas para participar da peça e marcou uma reunião no Lavoisier do Estreito no dia vinte e dois de setembro de dois mil e um para que comparecessem os que tivessem interesse.
Na reunião, apresentou o texto, de sua autoria, e a estrutura do mesmo, que consistia em um grupo de cinco estudantes que funcionavam como narradores contando as cenas dos dez livros da UFSC.
Dos alunos de Artes Cênicas, reuniram-se Evelize S. Sousa, Giovana Paz Gomes, Eder da Costa Paulo, Emerson Cardoso Nascimento, Fernanda de Sousa Figueredo, Marina Almeida Monteiro, Márcio Antônio de Oliveira e Fabiana Regina da Silva. Dos cursinhos onde Sérgio é professor ficaram Denise Jiacomozzi, Déborah J. Silva e Oscar Raimundo dos Santos Júnior.
Conforme os ensaios iam acontecendo, cada um foi se identificando com seus personagens. Entraram na peça mais dois personagens: o Pierrô (Emerson) e a Colombina (Fernanda), também como narradores. O grupo dos cinco estudantes ficou assim: Denise (Terê), Evelise (Malu), Giovana (Sherr), Déborah (Ohana), Sérgio (Nabuco), Eder (Darwin), Márcio (Marcão).
Quem não fez os personagens dos estudantes, fez cenas dos livros, como Marina e Fabiana, mas quem fez personagens dos estudantes também fez cenas dos livros e Oscar ficou com a iluminação e com som. Enfim, todos participaram dos detalhes da peça. Ensaiamos durante dois meses, no anfiteatro do SESC Prainha e nas salas da UDESC.
Os livros que faziam parte das cenas eram: Inocência (Visconde de Taunay), os contos Almas Agradecidas e A Cartomante (Machado de Assis), Os Bruzundangas (Lima Barreto), Menino de Engenho (José Lins do Rego), Estrela da Vida Inteira (Manuel Bandeira), O Santo Inquérito (Dias Gomes), O Silêncio da Chuva (Luiz Alfredo Garcia-Roza), Código das Águas (Lindolf Bell), Laços de Família (Clarice Lispector) Geração do Deserto (Guido Wilmar Sassi).
E agora, o que pode acontecer se as histórias indicadas para o vestibular da UFSC 2002 criassem vida própria num círculo de amigos inseparáveis?
Aconteceu!!!
E estava formada a Companhia de Teatro Vanguarda, tendo como primeiro trabalho “Dia de Alopração”.